Se viver é desenhar sem borracha
Logo, amar é o apontador da vida
Sublimação do lápis, responsável pela escrita
A antiga caligrafia, hoje, repousa numa caixa...esquecida.
Cumprem sua sina pelos dedos do destino.
Em tamanho desatino
a relação é consumida. Efêmera.
Duradoura é a forma, posteriormente, adquirida.
Fagulhas perdidas assim como, do apontador, o fio da lâmina
Amar é a cotidiana reconstrução diária
Deixemo-nos cortar as arestas necessárias
A vida é mudança, e nós, projeto infinito
Sejamos como o lápis e o apontador
Que, agora, se reconstruirão de novo
Aproveitemos enquanto os dedos do destino
não nos devolvem ao estojo.
