Qual é o mal da prepotência, afinal? Acredito que muitas vezes é isso que falta à maioria das pessoas, principalmente no Brasil. Isso mesmo, uma pitada de prepotência. Acreditar que é o melhor não significa que seja melhor que os outros, mas o melhor que você pode ser. Logo, melhor que muitas pessoas medianas, “pseudo-humildes”.
Na tentativa de manter uma vida social extremamente vasta e heterogênea, muitas pessoas acabam por atenuar sua personalidade e vestir a máscara da falsa humildade, que na minha opinião é demasiado podre. A vida é um jogo, não sabemos sua finalidade, mas estou aqui e jogo para ganhar. Minha família (e incluo aqui meus escassos amigos, com os quais me identifico, e quando olho fundo em seus olhos, brilhantes, inquietos, e algumas vezes, sofridos olhos, posso ver meu espírito em outro corpo, sinto-me parte de um todo, dividimos centelhas de uma mesma alma) faz parte do meu time, e só.
Posso parecer arrogante, irônico, sarcástico, pedante... prepotente. Posso me encaixar a qualquer rótulo e esteriótipo que vir a calhar, para eu. Porém tenho a consciência limpa. Nunca choro, quando quero sorrir. Nunca sorrio, quando quero chorar. Não jogo sujo. Não uso do senso comum, ao contrário, fujo desesperadamente dele. Tento ser coerente nessa sociedade totalmente incoerente. Coleciono conhecidos como oxigênio. Algumas pessoas dizem que sou carismático, mas jamais falso. Lembrei da questão da prepotência, hoje a tarde conversando com um amigo cujo nome não revelarei aqui. Que me impôs o seguinte questionamento:
- Ôhh Vini! Caso tu pudesse escolher outra pessoa, para ser, quem seria?
Parei e fiquei pensando, surpreso pelo fato de nunca ter pensado nisso. Após alguns minutos, receoso o inquisidor fitou-me e me disse o seguinte.
- Nossa! tua vida deve ser uma maravilha, ou é tu mesmo que se acha?
Voltei para a casa com alguns questionamentos rebombando na minha consciência. Dependendo da minha vontade...caso existisse alguma outra vida...seria alguma outra pessoa? Não, não seria ninguém a não ser eu mesmo. Pode parecer que meu ego não se atenha aos meus 2 metros e sinceramente acredito que não se acomodaria nem se eu fosse o Word Trade Center.
Só eu sei o que passei para chegar até aqui. Todos os caminhos que trilhei e os que consequentemente abstive-me de tomar. Sei o peso de cada lágrima que esvai. Sou ciente do alívio e da abstração que cada sorriso me trouxe. Tive muitos melhores amigos, muitos deles (quase todos) não trilham mais um caminho paralelo ao meu. Conheço todas as agruras as quais enfrentei na escola durante minha infância. Obstrui cada um dos desafios que a vida me impôs, e acredite...ela impôs. Me arrependo por cada erro que cometi. Sim, me arrependo. Acho ridículo quando as pessoas dizem que nunca se arrependeram de nada em suas vidas e fariam tudo de novo. Mentira.
Pelo que os outros passaram, daí eu já não sei, e pouco me importa saber. Quero a minha família, com minha irmã chata e minha mãe super-protetora (provável semeadora de tal alterego). Quero o meu pai que nunca está em casa, e mesmo assim o amo. Quero o meu corpo, alto porém magro. Quero a minha cabeça confusa, porém calculista. Quero meus olhos perdidos, mas observadores. Janelas marrons da minha alma incolor, que por vezes debruça-se nessa janela na esperança de achar uma motivação para continuar o enlevo da vida. Não confundamos prepotência com arrogância, mas antes a dita arrogância do que a falsa humildade. É preferível permanecer no pecado do que mentir na oração. Vamos valorizar nossa trajetória. Nossos passos, erros e acertos. Paremos de olhar a vida do outro e demos valor ao nosso cotidiano, aos detalhes que passam despercebidos aos olhos embriagados de vida alheia. Antes de amar o próximo, ame a si mesmo.
Só eu sei o que passei para chegar até aqui. Todos os caminhos que trilhei e os que consequentemente abstive-me de tomar. Sei o peso de cada lágrima que esvai. Sou ciente do alívio e da abstração que cada sorriso me trouxe. Tive muitos melhores amigos, muitos deles (quase todos) não trilham mais um caminho paralelo ao meu. Conheço todas as agruras as quais enfrentei na escola durante minha infância. Obstrui cada um dos desafios que a vida me impôs, e acredite...ela impôs. Me arrependo por cada erro que cometi. Sim, me arrependo. Acho ridículo quando as pessoas dizem que nunca se arrependeram de nada em suas vidas e fariam tudo de novo. Mentira.
Pelo que os outros passaram, daí eu já não sei, e pouco me importa saber. Quero a minha família, com minha irmã chata e minha mãe super-protetora (provável semeadora de tal alterego). Quero o meu pai que nunca está em casa, e mesmo assim o amo. Quero o meu corpo, alto porém magro. Quero a minha cabeça confusa, porém calculista. Quero meus olhos perdidos, mas observadores. Janelas marrons da minha alma incolor, que por vezes debruça-se nessa janela na esperança de achar uma motivação para continuar o enlevo da vida. Não confundamos prepotência com arrogância, mas antes a dita arrogância do que a falsa humildade. É preferível permanecer no pecado do que mentir na oração. Vamos valorizar nossa trajetória. Nossos passos, erros e acertos. Paremos de olhar a vida do outro e demos valor ao nosso cotidiano, aos detalhes que passam despercebidos aos olhos embriagados de vida alheia. Antes de amar o próximo, ame a si mesmo.



