sábado, 17 de novembro de 2012
03:38
sinto saudades de uma época que não vivi
me apaixono por pessoas que não sei quem são
estranhos vultos nas esquinas do meu coração
retificam a importância de eu estar aqui
o trajeto se justifica quando estou sozinho
consultando meu relógio em meio ao deserto
atitudes contraditórias me conduzem a um certo
palácio de proporções astronômicas, mas vazio.
dentro, grito seu nome que entre as pilastras ecoa
e voam morcegos e voa saliva e voa esperança
revivo medos e, de joelhos, volto a ser criança
tomada de pavor, o desconhecido me atordoa
atônito, acordo sobressaltado, suado. sinto-me perdido,
mas no silêncio da madrugada, ouço o edredom sussurrar
“a melhor maneira de encontrar algo é desistir de procurar”
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