sexta-feira, 6 de novembro de 2015

(I Can't Get No) Satisfaction


Após a confirmação do Show do Rolling Stones que ocorrerá num estádio chamado Beira-Rio, resolvi enumerar cinco motivos pelos quais você não pode perder o Show dos Rolling Stones. Caso, na sua opinião eu tenha esquecido de algum importante motivo, fique à vontade para apontá-lo nos comentários.



                                                                                                           
                                                                                  Simpathy for the devil - The Rolling Stones


1 - Essa banda é considerada por muitas pessoas a maior banda de Rock'n Roll de todos os tempos.






2 - Keith Richards​ é uma lenda viva. 

(Lembramos que uma das lendas que envolvem esse ser mítico é ter cheirado as cinzas do próprio pai.)





3 - Essa é, muito provavelmente, a última vez que a banda toca no Brasil.




4 - Fernandinho.





5 - Réver (contra)






Jamais esqueceremos! 










E como "I can't get no satisfaction", segue um site - feito por um gremista, evidentemente - que atualiza o placar do Grenal em tempo real. Podemos conferir o resultado como se a partida ainda não estivesse terminado.  Enquanto termino de publicar este texto, o jogo está 7133 a zero. 
                
          http://grenal407.com.br/



Um abraço.... e viva o Rock'n Roll!!!


quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Hitler curtiu isso!



Escreveu Nietzsche que a loucura é algo raro em indivíduos - mas em partidos, povos e épocas é a norma. Esse pensamento poderia nos ajudar a pensar o fenômeno do nazismo. Não o nazismo em si, evidentemente, mas essa espécie de loucura coletiva que propiciou a barbárie da época. Essa mesma loucura, no entanto, segue presente em diferentes partidos, diferentes povos e diferentes épocas. O contexto passa; a loucura não. Ela permanece no ar como uma nuvem incolor, imperceptível, carregada de ódio, covardia, e injustiça. E ninguém está a salvo dessa nuvem opressora. Inclusive os que padeceram tanto quanto ela resolveu desaguar sobre suas cabeças, como é o caso dos judeus. Quem diria que aqueles que tanto foram oprimidos, hoje são os que oprimem. Segue um vídeo que rodou o mundo de uma patrulha israelense ameaçando palestinos, na fronteira, no Campo de Refugiados de Aida. O policial do vídeo, segundo anunciou a mídia israelense, está suspenso até que as investigações sejam concluídas. Preste bastante atenção ao discurso e tire suas próprias conclusões sobre quem é quem neste conflito.


"Pessoal do campo de refugiados de AIDA, somos da força de ocupação. Vocês jogam pedras e nós utilizaremos gás até que vocês morram. Crianças, jovens, e idosos. Todos vocês morrerão. Não deixaremos nenhum de vocês vivos. Nós temos um de vocês como prisioneiro. Ele está conosco. Nós o tiramos de sua casa. E iremos torturá-lo e matá-lo enquanto vocês assistem, se vocês continuarem a arremessar pedras. Vão para casa ou lançaremos gás em vocês até que vocês morram. Suas famílias, seus filhos, TODOS. NÓS VAMOS MATAR VOCÊS! Prestem atenção: vão para casa, é melhor para vocês."




Hitler deve estar orgulhoso, não é mesmo?!








segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Ninguém nasce imbecil; torna-se imbecil.





    Antes de mais nada quero esclarecer que este não é um texto onde tento me explicar, justificar  ou me redimir de qualquer maneira. Não busco e não necessito de aprovação alheia ou compreensão em tempos onde não há espaços para qualquer hegemonia. Talvez estas letras busquem dar uma resposta - parcial, talvez, mas ainda assim uma resposta - a um questionamento com o qual sou frequentemente sabatinado por amigos, colegas, alunos e conhecidos. O porquê de ter votado na Dilma nas eleições passadas. Eu sabia o porquê, porém não conseguia expressá-lo. Demandaria uma conversação mais longa que o contexto desses encontros quase nunca permitia somada a uma disposição que eu não tinha e sigo não tendo. 

     No entanto, eis que surge um fato concreto que utilizarei  de exemplo para dar essa "reposta". Não estaria escrevendo esse texto se o exemplo não escancarasse meu sentimento e servisse de maneira mais que didática para explicar meu voto no PT, e, consequentemente, em Dilma Roussef, nas últimas eleições. Não serão necessários dados ou números, fontes ou entrevistas. Essa é apenas mais uma das inúmeras tentativas de fazer com que as pessoas compreendam minha escolha. Ou melhor, minha renúncia.

    Muito cedo, aprendemos que toda "escolha" envolve inúmeras renúncias. Sempre há um número maior de renúncias do que de escolhas - que é sempre um número reduzido frente a infinidade de coisas das quais abrimos mão. Esse era meu grande dilema desde muito cedo, quando a mãe me dava direito a escolher um brinquedo no R$ 1,99. Essa escolha durava muito tempo. Várias idas e voltas ao caixa. Angustia desenhada no rosto. Perdia quilos movido pela indecisão até que, por fim, escolhia um brinquedo - lembro de um arco e flecha -  e, claro está, essa escolha implicava a renúncia de outras duas mil e setenta e duas possibilidades de diversão. Entre tratores e bonequinhos. Normalmente as renúncias estão vinculadas às escolhas. Mas não as percebemos. Visamos apenas nossas escolhas e nem nos damos conta do enorme número de coisas das quais abrimos mão. Devo admitir que nas últimas eleições a renúncia exerceu um grande peso na minha escolha.  Talvez um  maior do que a própria escolha. Ou seja, paradoxalmente, também "escolhi a renúncia da minha escolha".

      Ontem foi o último dia do Enem, e ainda que o tema da redação tenha sido sobre a violência contra a mulher, a proposta do texto gerou polêmica. Tal proposta causou frenesi nas redes. Foi refletindo sobre esse fato que cheguei a este exemplo didático que, de alguma maneira, explica meu voto. Ouvir ou - no caso das redes sociais - ler que propor uma redação sobre a violência contra as mulheres é "doutrinação ideológica marxista" não é engraçado. É trágico. Muito pior do que qualquer número que a economia possa apresentar ou qualquer rebaixamento da nota do país no grau de investimento. Logo, não há muito o que argumentar. Voltemos ao tema da renúncia. Votei na Dilma porque o outro candidato era o Aécio. Ponto. O tal paladino da justiça dessa galerinha imbecil que pensa que colocar jovens a refletir sobre a violência de gênero é "doutrinação ideológica". As reformas econômicas que a Dilma está fazendo são a mesma que o "vice-campeão" faria. Recessão. O discurso era"mudar o que tá ruim e manter o que está bom". Não existia sequer um projeto. O plano era simplesmente tirar uma mulher e colocar um homem. Não estou de acordo com o governo da Dilma e poderia citar um milhão de insatisfações. Mas dizer que o governo dela é de esquerda é não ter o mínimo senso de direção política. O que é compreensível, pois o que mais falta para essa gente é "bom-senso". Insinuar que um tema como o combate à violência contra a mulher é tema de esquerda deixa bastante claro para mim o porquê eu votei no PT. Tinha até esquecido. Votei para renunciar qualquer relação possível com essa galera. Jamais faria parte de qualquer círculo social dessa gente. Pois adaptando levemente Simone de Beauvoir, ninguém nasce imbecil; torna-se imbecil.












quarta-feira, 15 de abril de 2015

"Aposto dez no de Azul!"


É provável que isso já tenha acontecido contigo. Ao chegar em casa, ligar a televisão e navegar por alguns canais, encontra uma luta. Boxe, digamos. A luta já começou. Você nunca ouviu falar de nenhum dos competidores. Ambos são estrangeiros e você também não faz a mínima ideia de qual seja a nacionalidade dos lutadores e tampouco te interessa saber. O que importa é que a luta está parelha. Uma luta bastante equilibrada entre o competidor que veste uma bermuda azul e o competidor com uma bermuda vermelha.




Então, você inconscientemente escolhe um lado. Uma escolha embasada pura e simplesmente na simpatia (ou antipatia) que você nutre pela cor da bermuda de um dos atletas. Nada mais. No competidor que veste a sua cor favorita - vermelho ou azul - você projeta tudo o que é bom, inclusive, você! Já no seu rival, você identifica tudo que há de mau - teu inimigo, teu chefe, tua sufocante rotina. Sem meio termo. Um passa a ser Deus e o outro a Regina Casé. É como se, instantaneamente, um houvesse caído do céu e o outro vindo diretamente dos bastidores do Esquenta. 

Ressalto que os lutadores são muito equilibrados, possuem praticamente a mesma estatura e, além disso, ambos são patrocinados exatamente pelas mesmas empresas. Os atletas parecem ter, inclusive, a mesma técnica, e utilizar os mesmos golpes, e, como o Boxe não era a sua praia até então, tu não consegue diferenciar muito bem as coisas. E não importa. Porque o que importa é escolher um lado. 

Bueno, após uma luta extremamente acirrada, o lutador que você estava apoiando perde por pontos no décimo quinto round ( Reitero que era uma luta apertada). E você, insensível à derrota de seu mais novo (ex-) amigo, continua navegando pelos canais com seu remo a pilhas que te permite navegar desde uma considerável distância do mar.

Uma atitude de escolha arbitrária com critérios tão superficiais que beirem a inexistência, é totalmente compreensível, dado um contexto específico. Como, por exemplo o da luta descrita anteriormente. 

No entanto, tenho notado que essa lógica tem se estendido ao campo da política. 

Escolhas essas que, diferentemente de uma luta casualmente descoberta depois de minutos a deriva com o remo remoto, deveriam respeitar a critérios rigorosos, análises, pesquisas, leituras, enfim, um processo complexo, individual e contínuo que não deveria se resumir a "cor de uma bermuda". Nesse caso, à sigla de um partido. 

É necessário inserir-se no jogo político, além de extremamente importante e saudável para nossa democracia - a qual temos muito o que aprimorar - desde que essa inserção se dê de maneira consciente. E, como a consciência não é um ato instantâneo, senão um movimento, não só podemos como devemos ir tomando consciência ao longo do processo. Esclarecimento obtido por meio de livros, da leitura, da busca de informação e da transformação dessa informação em conhecimento. Existe um enorme abismo conceitual entre Informação e conhecimento. Somos a sociedade da informação, mas estamos longe de ser a sociedade do conhecimento. Política é coisa séria. Ler é essencial. Se informar é indispensável. E, além de tudo, ouvir. Antes de falar é necessário ouvir. Antes de escrever é necessário ler. E logo, pensar por si. Guiar-se sozinho. Já está na hora dos "conscientes de plantãot, os revoltados da revolta revoltosa, tirarem as rodinhas de sua Caloi roxa da Pocahontas. E desfrutarem o vento no rosto.

A sensação desse vento no rosto, conforme me disseram, aplaca confusões como:

 Todo mundo que se diz de esquerda :


  • Prega o Comunismo.
  • Prega o Socialismo.
  • É a favor de Nicolás Maduro.
  • Almeja a situação da Venezuela. (Digna de piada)
  • É totalmente a favor do Regime Cubano.
  • É gay.
  • Adora fazer abortos.
  • Realiza abortos.
  • É macumbeiro.
  • Ganha dinheiro da Petrobrás. (Exceto, eu. Eu recebo!)
  • Envia dinheiro pra Cuba.
  • Fuma maconha.
  • Faz pronatec.
  • É contra a propriedade privada. (Oh deus!)
  • É contra a polícia.
  • Adotou um vagabundo.
  • Acha que o Mensalão não existiu
  • Já foi preso.
  • Queria que a Cristina Kirschner posasse nua.
  • Tem uma Kombi.
  • É ateu.

Ou que, todo mundo que se diz de direita:

  • É a favor da ditadura. 
  • Queria que voltasse a Lei Áurea.
  • É evangélico.
  • É homofóbico.
  • Comprou o Kit Impeachment.
  • Não sabe escrever Impeachment.
  • É bolsonete.
  • Usa gel.
  • É a favor de privatizar a porra toda.
  • Queria se mudar pra Miami.
  • Odeia o PT.
  • Não sabe o que é PEC.
  • Votou no Lasier ou Ana Amélia (Leia-se RBS)
  • Não sabe história.
  • Defende o Estado Mínimo.
  • É moralista.
  • É fiscal de cú alheio.
  • Não sabe o que é direita.
  • É rico. (como bem disse Tim Maia, o Brasil é o país dos pobres de Direita)
  • Lê Olavo de Carvalho.
  • Usa neologismos criados pela mídia.
  • Exerce moralismo repassando correntes no Whats App contra a Novela Babilônia
  • Vai a protestos só pela Selfie. #MudandooBraZil
  • Escreve Brasil com z.
  • Compartilha vídeos do Alexandre Frota
Enfim, sarcasmos à parte (ainda que não partidarizados), está cada vez mais difícil suportar essa bipolarização. Esta guerra. Sem ideologia clara. A batalha do ouvi dizer. E as pessoas compram esses pacotes. Oxalá chegue o dia em que entendam que partido não é time de futebol ou religião e que a escolha não devem ser arbitrárias, pois ao apagar das luzes, os lutadores descem do ringue e quem apanha é você.





sábado, 28 de março de 2015

A sedução da queda




Esperei para que os boatos sobre a suposta queda forçada do avião na França se concretassem para que só então comentasse o ocorrido. Penso que esse fato possibilita necessárias e urgentes reflexões. As vítimas foram europeias, o local é europeu, a companhia aérea é da Europa, o fato ocorreu entre uma viagem entre dois países no interior do continente, o terrorista era europeu e, como se não bastasse, a tragédia só foi plenamente possível devido à uma tecnologia europeia "projetada para defender-se de um possível ataque terrorista". E aqui reside a questão central: vivemos no seio de uma sociedade em que o terrorista é sempre o outro. Ninguém pensou que o inimigo poderia ser interno. Essa tragédia nos possibilita  repensar e debater para que possamos vencer inúmeros paradigmas desse nebuloso e polêmico tema que é o conceito de terrorismo.  

 A imprensa, neste momento, segue buscando uma suposta causa para a atitude do alemão. Especula-se desde a relação familiar, a mãe, a vizinhança e até uma recente separação do sujeito. No entanto, creio que não haja causa. Vocês, que estão lendo este texto, nunca pensaram, enquanto observavam um abismo (ou o abismo os estava observando, como diria Nietzche) em atirar-se? Ou empurrar alguém que estava próximo? Vocês jamais pensaram ou sentiram-se seduzidos em fazer o proibido? Aquilo que ninguém espera só para ver a reação das pessoas? Isso me ocorre todos os dias em que vou para a biblioteca da Unisinos. Penso inclusive na repercussão que isso causaria por décadas. Chegariam calouros,  supostamente da administração, daqui há sessenta anos e eles conversariam algo do tipo: "Dizem que um cara se atirou do quinto andar uma vez." E logo mudariam a temática da conversa para o clima. (Sim, sou doente). Nenhum de vocês teve vontade de queimar o contrato social em que implicitamente estamos inseridos? Luiz Vilela escreveu um conto  chamado Abismos que aborda exatamente essa questão. Uma guria leva seu namorado para que contemplem as luzes da cidade do alto de uma montanha, quando, dizendo que não se sente bem, o namorado diz que quer ir embora e já no carro, questionado sobre o suposto mau súbito, o rapaz assume que teve uma inexplicável vontade de atirá-la lá de cima. 

O ser humano tem impulsos inexplicáveis e deve entender que existe esse lado sombrio (Por vezes, demasiado sombrio) e que ele faz parte de nós. Enfim, aquele era um cara comum. Não há uma "causa". Acho até um pouco desrespeitoso falar em depressão, pois, segundo pesquisas, uma em cada dez pessoas sofre, já sofreu ou sofrerá dessa enfermidade, então, de alguma forma, isso é algo que deve e pode ser tratado. Reitero que penso que não há uma causa específica. Sem dúvida, nos deixaria mais tranquilos se aquele avião houvesse sido derrubado por um barbudo, se a caixa preta detectasse palavras de ordem em árabe. Entretanto, não havia motivo psicológico comprovado, tampouco motivos religiosos. Ele era um de nós, era "normal", e é isso que nos choca, que nos assusta. Entendo que as pessoas busquem uma explicação, pois essa explicação daria a possibilidade de entender para que se pudesse evitar. Mas não há explicação. Creio que o piloto cedeu a um dos tantos impulsos do ser humano que nos acometem diariamente. E isso é uma pena. Tome cuidado, principalmente com você.

Empréstimo Post-mortem

    Tenho um senso de humor meio atípico. O absurdo me seduz. Não posso deixar de achar a situação do morto na agência bancária muito engraç...