Escreveu Nietzsche que a loucura é algo raro em indivíduos - mas em partidos, povos e épocas é a norma. Esse pensamento poderia nos ajudar a pensar o fenômeno do nazismo. Não o nazismo em si, evidentemente, mas essa espécie de loucura coletiva que propiciou a barbárie da época. Essa mesma loucura, no entanto, segue presente em diferentes partidos, diferentes povos e diferentes épocas. O contexto passa; a loucura não. Ela permanece no ar como uma nuvem incolor, imperceptível, carregada de ódio, covardia, e injustiça. E ninguém está a salvo dessa nuvem opressora. Inclusive os que padeceram tanto quanto ela resolveu desaguar sobre suas cabeças, como é o caso dos judeus. Quem diria que aqueles que tanto foram oprimidos, hoje são os que oprimem. Segue um vídeo que rodou o mundo de uma patrulha israelense ameaçando palestinos, na fronteira, no Campo de Refugiados de Aida. O policial do vídeo, segundo anunciou a mídia israelense, está suspenso até que as investigações sejam concluídas. Preste bastante atenção ao discurso e tire suas próprias conclusões sobre quem é quem neste conflito.
"Pessoal do campo de refugiados de AIDA, somos da força de ocupação. Vocês jogam pedras e nós utilizaremos gás até que vocês morram. Crianças, jovens, e idosos. Todos vocês morrerão. Não deixaremos nenhum de vocês vivos. Nós temos um de vocês como prisioneiro. Ele está conosco. Nós o tiramos de sua casa. E iremos torturá-lo e matá-lo enquanto vocês assistem, se vocês continuarem a arremessar pedras. Vão para casa ou lançaremos gás em vocês até que vocês morram. Suas famílias, seus filhos, TODOS. NÓS VAMOS MATAR VOCÊS! Prestem atenção: vão para casa, é melhor para vocês."
Hitler deve estar orgulhoso, não é mesmo?!
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