sábado, 17 de agosto de 2013

Ávida dádiva






A vida ávida há de me pagar com juros
E com seus muros, nunca mais me obstruir
Vou caminhando, vou sorrindo, vou cantando
Orgulhoso relembrando do berço onde nasci.

A guerra do amanhã se vence hoje
O açoite que insiste em me beijar
E me beijando deixa marca vitalícia
Cicatriz que não mitiga o desejo de cantar

Nesse meu samba que perpassa a aurora
E, agora, cruzará  o amanhecer, eu,
No momento,  imortal por esse canto, que
Seguirá com o vento misturado com meu pranto

A vida ávida há de me pagar com juros
E com seus muros, nunca mais me obstruir
Vou caminhando, vou sorrindo, vou cantando
Orgulhoso relembrando do berço onde nasci.

Oh pandeiro! Meu fiel acompanhante
É importante ter espírito guerreiro,
Tu és exemplo, pois apanhas todo dia
Mas és base nesse samba para minha poesia.

Meu holofote sempre foi a luz da lua,
Iluminando a rua onde  me formei,
A malandragem é as vezes necessária
Assim como boa lábia para se formar um rei.

A vida ávida há de me pagar com juros
E com seus muros, nunca mais me obstruir
Vou caminhando, vou sorrindo, vou cantando
Orgulhoso relembrando do berço onde nasci.

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