domingo, 23 de fevereiro de 2014
06:15
Ao refletir minha imagem, vejo a miragem de algo que já não existe; que o tempo insiste na contínua transmutação e,
de grão
em
grão,
c
a
i
o
nesse vão do esquecimento, intento lento, mas cabal, que não me faz bem, tampouco mal,
apenas cumpre seu rumo, que posso constatar sozinho em frente ao espelho também em desalinho.
Nessa peça vazia, dou vazão à sangria de dias no calendário, e o erário desse acordo, já foi pré-estipulado, sendo a morte o descanso de um, enfim,
aposentado.
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